domingo, 30 de agosto de 2009

Esquerda livre

Hoje eu me permito ler sem sentir, rir sem porquê, dormir até tarde e falar pra você que eu sou assim, um tanto ridículo, um pouco perdido, um nada no meio de tudo. Porque não dá pra aguentar a pressão de ser sempre perfeitinho, o mocinho comportado que não fala caralho ou vai se foder, entendeu?

Pois é, hoje é aquele dia no qual faço de mim aquilo que quero e ainda vou ser. Porque é questão de tempo, é questão de vontade e empenho - e isto, tudo isto, não falta em mim. Vivo sempre numa montanha russa de sentimentos e sensações, de alegria e revolta, de euforia e preguiça. Quando acelero, quase perdendo o controle, vejo que tenho que ir mais devagar. E quando estou lá, estacionado, me dá na telha que tenho um mundo pra conquistar, então, acelero.

Hoje, estou correndo. Por isso, deixe a esquerda livre para eu passar.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

ON OFF

Eu tenho quase certeza que alguém lá em cima divide minha vida em fases boas e ruins, intercalando momentos em que tudo dá certo com aqueles em que bate o desespero e só o que consigo dizer é um sonoro "fodeu!". Mas já estou ficando calejado, só engato a quinta embalada e vou.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Pseudodrama do maior abandonado

Até parece frase de chiclé, veja você,
mas eu hoje só te quero porque amanhã não posso ter.


Embalado perfeitamente por Mister Cooper.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Desejo II

Se eu pudesse pedir algo pra Deus, - se é mesmo que ele existe -
pediria pra ser num dia alegre
e no outro um pouquinho triste.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Diabinha na festa à fantasia?

Pode crer que está procurando.

Alguém aqui já?
Sinceridade.

domingo, 5 de julho de 2009

Um mês

Tenho tempo livre, forçadamente, o tenho. E, incrivelmente, lacunas aqui e ali são preenchidas do mesmo jeito, com a mesma fórmula. #Comodismo#.

Mas aí bateu o lampejo de tirar um mês pra fazer tudo diferente. Pra realizar, de verdade, coisas que tenho prorrogado. E, claro, pra deixar tantas outras coisas de lado – blog, MSN, orkut, vídeo game e televisão – coisas fúteis que se tornaram prioridade sabe-se lá por quê.

Não, tá na hora de dar um tempo. Enquanto tenho tempo para dar um tempo. Mudar um pouco os hábitos, escrever mais, entrar numa igreja e ver uma missa (ou ir num centro espírita), ficar uma semana sem falar uma palavra, pegar o carro e dirigir até o interior só ouvindo música.

Talvez falte empenho e eu não faça nada, continue na mesma. É bem possível, aliás. Na pior das hipóteses, eu tentei. Na melhor das hipóteses, até daqui a um mês.

domingo, 28 de junho de 2009

We've got five years




Pushing thru the market square
so many mothers crying
News had just come over,
we had five years left to sighing

News guy wept and told us
Earth was really dying
Cried so much his face was wet
then I knew he was not lying

I heard telephones, opera house, favourite melodies
I saw boys, toys, electric guns and T.V.'s
My brain hurt like a warehouse
it had no room to spare
I had to cram so many things
to get everything in there

And all the fat-skinny people, and all the tall-short people
And all the nobody people, and all the somebody people
I never thought I'd need so many people

A girl my age went off her head
hit some tiny children
If the black hadn't a-pulled her off,
I think she would have killed them

A soldier with a broken arm,
fixed his stare to the wheels of a Cadillac
A cop knelt and kissed the feet of a priest
and a queer threw up at the sight of that

I think I saw you in an ice-cream parlour
drinking milk shakes cold and long
Smiling and waving and looking so fine
don't think you knew you were in my song

And it was cold and it rained so I felt like an actor
And I thought of Ma and I wanted to get back there
Your face, your race, the way that you talk
I kiss you, you're beautiful, I want you to walk

We've got five years, stuck on my eyes
We've got five years, what a surprise
We've got five years, my brain hurts a lot
We've got five years, that's all we've got